JMJ 2011: o início de uma aventura

O dia 15 de Agosto significa, para muita gente, o início (ou fim) das tão desejadas férias. Para mim, e para mais 209 jovens, marcou o inicio de uma grande aventura.

Confesso que parti com algum receio do que iria encontrar e o choque não podia ter sido maior quando, ao chegarmos ao local em que iríamos ficar, vi as condições em que iríamos tomar banho. Naquele momento pensei “Onde é que eu me vim meter”, mas depressa, e com o decorrer do primeiro dia, essa pensamento desvaneceu-se. À medida que os dias passavam e que assistíamos às pequenas celebrações cheias de significado, o meu coração começou a impor-se perante a minha cabeça e disse “Estás aqui para te tornares cada vez mais firme na fé, mesmo que para isso tenhas de fazer alguns sacrifícios!”.

Comecei, então, a aproveitar ainda melhor cada minuto daquela semana. Ouvi atentamente as palavras que os nossos bispos nos dirigiram, mas senti que as palavras do nosso Cardeal Patriarca D. José Policarpo foram mais especiais… tocaram-me de uma forma particular, deixando-me a pensar.

Quando dei por mim já a semana estava a acabar. Era sexta-feira ao fim da tarde e estava à espera do Papa numa de tantas praças em Madrid. Após a espera ansiosa, lá o avistei, cada vez mais próximo de mim, até que chega o tão esperado momento: o Papa Bento XVI está mesmo à minha frente! Sinceramente, quando saí de Leiria, nunca pensei, no meio de tanto jovem, conseguir ver o Papa, mas este foi, sem dúvida o momento mais marcante e emocionante desta longa semana.

No início do fim de semana o caminho foi longo rumo ao Aeródromo para aquela que seria uma noite intensa e cheia de surpresas. A caminhada correu da melhor maneira (principalmente nos momentos dos banhos proporcionadas pela população) e a chegada ao aeródromo foi surpreendente. Se até aqui sabia que nas Jornadas Mundiais da Juventude estavam presentes mais de 1 milhão de jovens, foi ali, naquele espaço e naquele momento, que tomei noção dessa realidade. Foi maravilhoso ver tantos jovens iguais a mim, ali, prontos a passar uma noite ao ar livre por uma só razão: Jesus Cristo que estava diante de nós na pessoa do papa Bento XVI.

A par com o cair da noite também as primeiras gotas de uma longa tempestade começaram a cair. A noite foi dura, mas nós permanecemos firmes e no domingo de manhã lá estávamos prontos para o início da eucaristia.

Naquela manhã de domingo as palavras que o Papa nos dirigiu foram, sem dúvida, um conforto após aquela noite “Pensei muito em vós, nestas horas em que não foi possível ver-nos. Espero que tenhais podido dormir um pouco, apesar dos rigores do clima. Tenho certeza que, nesta madrugada, tereis levantando, mais de uma vez, os olhos para céu, e não só os olhos, também o coração, e isso vos terá permitido rezar.”.

No fim de tudo isto percebi que, como uma Irmã me disse uma vez, nós estávamos lá por algum motivo. Éramos nós, e não qualquer um dos muitos outros jovens portugueses que ficaram em terras Lusas ao longo daquela semana, que estávamos ali. Nada acontece por acaso e nós fomos os escolhidos.

A nossa semana tinha acabado, mas na mala trazíamos uma missão: Levai o conhecimento e o amor de Cristo ao mundo inteiro. Ele quer que sejais os seus apóstolos no século XXI e os mensageiros da sua alegria. Não O desiludais!” Agora é esta a nossa tarefa!

Mariana Monteiro

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