Fátima Jovem 2007: O desafio de renunciarmos a nós mesmos para pegarmos na nossa Cruz

Decorreu no passado fim-de-semana de 5 e 6 de Maio 2007 mais uma edição do Fátima Jovem, à qual como já tem vindo a ser hábito, milhares de jovens de todas as dioceses, entre os quais, cerca de cinquenta jovens da diocese de Leiria Fátima, se juntaram para descobrir o desafio de renunciar a si mesmo e pegar na sua Cruz.

Uma hora antes do encontro começar, já eram muitos os jovens que se concentravam junto do Centro Pastoral Paulo VI, aguardando a abertura das portas. De todos os cantos ouviam-se diversas vozes gritando bem alto os nomes das suas dioceses, levando a que, num saudável clima de convívio e fraternidade, logo de seguida outro grupo de outra diocese se metesse também ao desafio a gritar o nome da sua diocese ainda mais alto. E, apesar de sermos poucos, também nós do Grupo de Jovens e catequeses da Paróquia de Carvide, unidos aos movimentos juvenis de Fonte Cova, paróquia de Monte Redondo, fizemos chegar bem alto o nome da nossa diocese, fazendo frente aos mais variados grupos muito mais numerosos e que, rendendo-se à nossa força, gritavam também por Leiria, para além de gritar pelas suas próprias dioceses Braga, Porto, Aveiro etc. Assim, rapidamente se criou um clima muito saudável de união e fraternidade entre os jovens presentes, clima este que continuou dentro de um Auditório Paulo VI a rebentar pelas costuras.

E foi neste ambiente de festa que, todos unidos, saudámos Maria numa oração em que, entre cânticos, oração e meditação, fomos sendo convidados a renunciar a tudo o que nos separa de Deus, para tomarmos a nossa Cruz e segui-lo. E porque a Cruz era de facto o grande desafio de todo este fim-de-semana, o ponto alto deste momento de oração e de festa estava mesmo reservado para a entrada da Cruz Ecuménica, que vem desafiar todos os Cristãos a viver a sua fé sempre unidos.

E depois de um bom jantar e momento de convívio entre os nossos grupos, chegou o momento de voltarmos ao Santuário para assistirmos e participarmos na oração do Rosário e procissão das velas, preparando-nos em espírito para a vigília que viria a seguir.

Apesar da hora já tardia, o Auditório voltou a encher e mais uma vez, foi a boa vontade de toda a gente presente que fez com que todos coubéssemos no Auditório Paulo VI para a Vigília de oração, em que tivemos oportunidade de aprofundar o valor e a riqueza do Ecumenismo. Já num ambiente mais sereno, mas não menos festivo, entre cânticos, representações teatrais e interpelações dirigidas a toda a assembleia presente, fomos conhecendo melhor o que no passado levou à separação dos vários cristãos, que, se no passado, chegaram mesmo a viver de costas voltadas, hoje voltam a viver numa união cada vez mais forte em torno de Jesus Cristo. E foi ao som do Hino deste Fátima Jovem, “Toma a tua Cruz e segue-me”, que já depois da meia-noite abandonámos o Auditório Paulo VI, com o desafio de nos unirmos a todos os Cristãos na vivência da nossa fé, e assim, cativarmos outros que ainda não conhecem Jesus a juntarem-se a nós.

Para finalizar esta nossa Peregrinação, nada melhor do que nos juntarmos Domingo a todo um conjunto de peregrinos vindos de toda a parte para a missa Dominical presidida por D. Ilídio Pinto Leandro, Bispo da Diocese de Viseu. Ali, no Altar do Mundo, voltámos mais uma vez a ser desafiados para renunciarmos a tudo o que nos afasta de Deus, para tomarmos de vez a nossa Cruz. Eram muitos os jovens que enchiam as escadarias do Santuário, que com ânimo e vida receberam as palavras de encorajamento de D. Ilídio, mostrando assim a todos que a nossa fé está viva e que estamos prontos a agarrar a nossa Cruz. E foi na Acção de Graças que colocámos as nossas bandeiras, vindas das várias dioceses ali representadas por movimentos de jovens, frente ao Altar, enchendo assim o Altar do Mundo de cor e ouviu-se a voz dos jovens entoar uma última vez o Hino desta Peregrinação, enquanto dávamos um nó nos nossos lenços brancos, formando assim o nosso compromisso com Deus para o nosso envio. Alguns foram ainda mais longe, atando o seu lenço ao lenço do vizinho do lado, formando assim uma corrente de união que simboliza bem o espírito de união com que todos nós saímos deste encontro. Para finalizar, as nossas bandeiras, entre as quais, graças à iniciativa da Paróquia de Monte Redondo, estava a bandeira de Leiria-Fátima, acompanharam no cortejo final a imagem de Nossa Senhora de volta à Capelinha das Aparições, enquanto todos nós acenávamos com o nosso lenço em sinal de despedida de uma Peregrinação, que certamente ficará ainda por muito tempo nos nossos corações.

Assim terminou mais uma edição do Fátima Jovem, que mais uma vez, mostrou que a juventude continua a saber viver em Igreja. A todos os jovens que nos acompanharam, especialmente aos da diocese de Leiria-Fátima, o nosso muito obrigado por fazerem deste encontro, um encontro de festa, de oração e de reencontro com Deus. Até para o ano.

Marco Silva
(Grupo de Jovens Íris – Paróquia de Carvide)

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