
A razão de ser da Jornada Mundial da Juventude 2011, em Madrid, eram os jovens, porque responderam ao chamamento daquele que foi o destino nestes dias: a pessoa de Jesus Cristo. Os 210 jovens que no dia 15 de Agosto, partiram do Seminário de Leiria (200 da Diocese de Leiria-Fátima e 10 da Diocese de Portalegre-Catelo Branco), regressaram na madrugada do dia 22, depois de uma semana de muitas emoções e experiências de fé. À chegada sentia-se que esta foi, certamente para muitos, a experiência de uma vida.
As palavras do Papa, na vigília de Cuatro Vientos resumiram toda a semana vivida cheia de intensidade: “Convido-vos a pedir a Deus que vos ajude a descobrir a vossa vocação na sociedade e na Igreja e a perseverar nela com alegria e fidelidade. Vale a pena acolher a chamada de Cristo no nosso interior e continuar com valentia e generosidade o caminho que Ele nos proponha”.
Na Eucaristia de encerramento que começou pelas dez da manhã, do dia 21, depois do Papa percorrer todo o aeródromo para saudar os jovens que, na sua maioria, pernoitaram em Cuatro Vientos, e consciente das adversidades do mundo em que vivem os jovens, disse: “Não tenhais medo do mundo, nem do futuro, nem da vossa debilidade. O Senhor concedeu-vos viver neste momento da história, para que graças à vossa fé continue a ressoar o seu Nome em toda a terra.” “É impossível encontrar Cristo, e não O dar a conhecer aos outros. Por isso, não guardeis Cristo para vós mesmos. Comunicai aos outros a alegria da vossa fé. O mundo necessita do testemunho da vossa fé; necessita, sem dúvida, de Deus.”
O grupo da diocese de Leiria-Fátima, que foi acompanhado por 8 padres (6 da diocese de Leiria e 2 da Diocese de Portalegre-Castelo-Branco) e 1 diácono, veio consciente de que a sua missão começa agora, nas suas famílias, nos grupos e na paróquia da qual cada um é proveniente. Conscientes ainda de que as JMJ não são o fim de uma etapa, mas sim o início de um testemunho de firmeza na fé, da vida que Deus nos dá. Apesar das dúvidas e fracassos, o Deus de Jesus Cristo continua a querer precisar de cada um deles, pois cada um é único e Deus os quer enraizados n’Ele, o Único que garante uma felicidade sem limites, que dura e perdura se vivemos no seu coração.
P. Manuel Henrique de Jesus
Director do Serv. Dioc. da Pastoral Juvenil