Testemunho do último Convívio Fraterno

Paro por alguns momentos esta vida acelerada ao qual me habituei, e procuro sinais da antiga Marine. Existem muitos, demasiados até, mas sinto um brilho novo do qual vos quero falar. Esta é a minha história, mas podia ser a tua.

Quando participei no Convívio Fraterno no Seminário de Leiria, nos dias 29/30/31 de Outubro e um de Novembro, as expectativas eram nulas. Duvidei que alguém pudesse abalar este corpo de aço, que sempre julguei ter, esta razão confiante que fui construindo e esta alma certa do seu caminho, que sempre tive. Cada certeza, cada erro. Em três dias, tudo isto foi abalado e a Marine, outrora imponente, conseguiu ver de perto a pontinha dos dedos dos pés – conheci a minha pequenez. Chorei, duvidei e finalmente percebi. Naquele lugar, onde paira o maior sentimento de amor ao próximo que já senti, percebi a minha pequenez. Ao admitir, enquanto ser humano integral e nu, os meus erros intermináveis, conheci a minha pequenez. Ao baixar a cabeça, em sinal de arrependimento, conheci a minha pequenez. Ao dizer “amo-te Deus, eis-me aqui e toma a minha vida”, conheci a minha pequenez.

Agora, ao respirar novamente o ar do mundo que ontem me fascinou e hoje me assusta, penso em como não queria ter saído daquela bolha protectora que me acolheu durante três dias. Mas saí. Saí para enfrentar o desafio maior que é saber viver nele e combater com força e com fé, a minha pequenez.

Marine Lopes Antunes – C.F. 1134

3 thoughts on “Testemunho do último Convívio Fraterno”

  1. Minha querida, até agora o testemunho com que mais me identifiquei. 🙂
    É preciso viver um CF para saber o que é, o que se sente, como nos muda…
    Coragem!
    Até breve…
    Júlia – CF 1134

  2. Olá,
    A única coisa que posso dizer é que subscrevo na integra este testemunho.
    E reforço o último parágrafo, partimos, partimos para um 4º dia longo e dificil, mas em cada dia vamos enfrentando as dificuldades com a ajuda d’Ele e com a certeza de que Ele nunca nos abandona, está lá sempre com os braços abertos para nos abraçar.

    Abraços Fraternos;
    Filipe Ferreira – CF1134

  3. escrevi-o a pensar em todos vocês. O meu testemunho é o vosso testemunho.

    Já fazem parte fundamental da minha vida, porque partilharam a minha nova existência.

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