A cuidar da flor a que Deus nos chama

Mais de 200 jovens participaram no passado Sábado dia 24 de Março em mais uma Peregrinação Jovem da Diocese de Leiria-Fátima organizada pelo Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil.

Criar canteiros
O Albergue do Peregrino tornou-se pequeno demais para receber todos estes grupos vindos dos mais diversos pontos desta nossa diocese e, para começar bem este encontro, nada melhor do que aprender o “Apelo” que viria a animar toda esta peregrinação, com letra e música de Diogo Alves. De seguida, uma pequena apresentação permitiu-nos descobrir a tão grande diversidade de locais de origem de tantos grupos de jovens e de catequese que naquele dia decidiram caminhar até Fátima: Leiria, Carvide, Fonte Cova, Bajouca, Caranguejeira, Leiria, Barreira, Espite… E como um encontro destes não teria o mesmo sentido se não nos desse a oportunidade de conhecermos mais de perto os elementos dos outros grupos, o Secretariado decidiu, como já vem sendo hábito, dar-nos uma ajudinha.
Foi assim que uma simples mola com a imagem de uma flor foi o suficiente para misturar-nos em grupos diferentes daqueles aos quais pertencemos, levando-nos assim a conviver com os elementos de outros movimentos presentes. Unidos num grupo de pessoas que horas antes não conhecíamos, cada grupo passou a ter uma tarefa, que haveria de nos ocupar a tarde e noite dentro.

Construir flores
Já neste novo grupo que o destino nos tinha reservado, começámos então um percurso pelos cinco pontos estratégicos do Santuário onde nos esperavam exemplos das mais variadas formas de vocação existentes. E já que o tema desta peregrinação era precisamente a vocação, todos nós, neste nosso novo grupo, éramos então convidados a parar um pouco entre cada ponto para reflectirmos em conjunto cada uma destas formas de vocação que nos eram apresentadas através dos textos e questões colocadas. A cada reflexão era-nos entregue uma pétala de flor.
Depois de completarmos as cinco pétalas correspondentes às cinco formas de vocação apresentadas, tínhamos assim composto a flor do nosso grupo. Mas, e para embelezar essa flor, havia que pintá-la de várias cores, tarefa esta que foi feita aquando do regresso dos grupos ao albergue do peregrino.

Diz que é uma espécie de vocação
Mas como nem só de espírito vive o homem, seguiu-se um jantar partilhado muito apetitoso, para podermos recuperar forças para tudo o que ainda havia de vir.
Já de estômago cheio, chegava a hora do “Diz que é uma espécie de vocação”, um programa de entretenimento da responsabilidade do SDPJ que teria todas as condições de vir a ser de grande audiência, não tivessem quatro humoristas bem conhecidos do nosso panorama nacional tido a brilhante ideia de se antecipar, criando um outro programa de humor com título ligeiramente diferente. Neste “Diz que é uma espécie de vocação”, os vários grupos compostos durante a tarde, tiveram a oportunidade de apresentar vários “sketchs” previamente improvisados a partir de uma leitura bíblica que havia sido distribuída a cada grupo. Foi assim que, no meio de muito humor e divertimento, pudemos ver mais uma vez as várias formas de vocação existentes.

Oferecer a flor que somos
Depois da descontracção deste grande momento de humor e animação, chegou a altura de nos juntarmos todos na Basílica para uma agradável Vigília com o nosso Bispo D. António Marto onde, já num ambiente muito mais sereno, fomos desafiados a ser semente que dá frutos dizendo o nosso “sim” à vocação à qual Deus nos chama. Cada grupo que o destino de uma mola havia juntado foi então colocar a flor que construiu durante a actividade num belo “jardim” improvisado no altar da Basílica, apresentando a oração que, também em grupo, havia preparado durante a tarde. E para nos lançar para a missão que nos espera cá fora, o nosso Bispo não podia deixar-nos sair da vigília, sem antes entregar a cada jovem uma pequena recordação: uma pequena folha com uma oração acompanhada por um pequeno saco com sementes.

Chá e cama
Ainda antes de terminarmos o encontro, e porque o frio já apertava, fomos todos convidados a um cházinho quentinho no Albergue do Peregrino, acompanhado de umas bolachas “Belgas”.
Foram ainda muitos os jovens que pernoitaram em Fátima nessa noite, juntando-se assim no dia seguinte às cerimónias da Peregrinação Diocesana de Leiria-Fátima.
E se por acaso não participaste nesta Peregrinação, e depois de leres este artigo ficares com vontade de participar, digo-te que para o ano há mais, e lá te esperamos.

Marco Silva

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