Grupo de Jovens “O Amanhã” também esteve em Madrid

Este texto é a junção dos vários testemunhos das pessoas que foram às Jornadas Mundiais da Juventude…
Entre os dias 15 e 22 de Agosto, oito jovens da nossa paróquia, juntaram-se a mais 202 da Diocese de Leiria-Fátima e partiram rumo a Madrid, cheios de expectativas e sonhos. Lá encontraram-se com mais de quinze mil jovens Portugueses e mais de um milhão de jovens dos cincos cantos do Mundo.
As Jornadas Mundiais da Juventude, mesmo para quem já tinha ido a outras, eram uma novidade para todos.
Foi uma semana cheia de emoções; alegria; cor; sono; fome; cansaço; convivência; descoberta; aventura; partilha (incluindo banhos, onde não houve espaço para a vergonha); bolhas nos pés..
Um misto de sensações que no todo resultaram numa aprendizagem a lidar com um grande número de pessoas, a maioria desconhecidas, de outros países, com culturas diferentes.
Madrid, cidade com muito calor, em que litros de água diariamente eram bebidos, com muita gente a circular nas ruas e meios de transporte, que nos fazia perceber a força que a fé em Cristo tem no mundo. Fez-nos perceber que a Fé não tem idade, não tem momentos, não escolhe pessoas, que é uma busca constante, um redescobrir a qualquer momento, que ao nosso lado se cruza alguém que é testemunho de vida, de alegria, que não tem medo, não tem vergonha, em dizer que acredita em Cristo. Podíamos não ter mais nada em comum, mas uma coisa nos unia: a Fé e o Amor em Cristo.
O dia em que vimos que há esperança no futuro cristão, foi no Dia de Portugal, onde se reuniram os milhares de portugueses com os bispos e com D. José Policarpo que nos falou, essencialmente das vocações. Foi lindo ver tantas camisolas verdes juntas!
O grande “abanão” na nossa fé foram os encontros do Papa com os milhões de jovens de todo o mundo, jovens que muitos deles não podem expressar livremente a sua crença nos seus países de origem, com línguas diferentes, rituais diferentes, mas com uma só fé e um só amor em Cristo. Apesar dos vários percalços a que estivemos expostos, ninguém moveu um musculo para sair dali e encontrar situações mais agradáveis, pelo contrário, continuamos as orações ainda com mais “garra” e com a presença e apoio do Papa.
Esta viagem deu também para nos conhecermos melhor a nós próprios, e conhecer o papel que Cristo tem em cada um nós. Apesar das dúvidas e fracassos, o Deus de Jesus Cristo continua precisar de cada um nós, pois cada um é único e Deus quer nos enraizados n’Ele, o Único que garante uma felicidade sem limites, que dura e perdura se vivemos no seu coração.
O grupo veio consciente de que a sua missão começa agora, nas suas famílias, nos grupos e na paróquia na qual está inserida, sabemos que estas Jornadas não foram o fim de uma meta mas sim, o inicio de um longo percurso, um percurso onde esperamos crescer, e ficar cada vez mais enraizados e edificados em Cristo, firmes na Fé.

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