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JMJ 2011: viagem de generosidade

Dia 15 partimos, cheios de expectativas, para Madrid, para aquela que se revelaria uma viagem muito cansativa, mas recheada de emoções.

Esta viagem foi extremamente importante para mim, pois permitiu-me encontrar outros jovens, fazer amizades, aumentar e partilhar a minha fé com pessoas que crêem no mesmo que eu, e, principalmente, atingir o objectivo para o qual trabalhei (em conjunto com o meu grupo) ao longo de cerca de um ano: o encontro com o Santo Padre. Foi um momento bastante emotivo em que senti o meu coração encher-se de felicidade, de amor e de fé, a qual foi aumentada e reforçada ao longo desta semana.

Na visita à cidade constatei que a fé se lia na cara das pessoas. Era como se todos nos conhecêssemos, como se todos fossemos irmãos e, tudo isto por estarmos unidos por uma só pessoa: Deus.

Até os conflitos contra a realização das Jornadas Mundiais da Juventude fizeram aumentar a nossa fé. Fizeram-nos perceber que, se há quem seja contra a igreja católica e o santo padre, nós temos o dever de defendê-los com “unhas e dentes”, pois é nisto que nós acreditamos e são esses os pilares da nossa fé.

Por podermos ter vivido esta experiência rica em emoções, agradecemos à nossa coordenadora de grupo Júlia Baptista, ao nosso Pároco e grande amigo Padre Vítor Mira e a todas a pessoas da nossa freguesia de Urqueira pela imensa generosidade, sem a qual não teríamos conseguido concretizar esta bela viagem. A todos um Muito Obrigado.

Rafael Baptista

JMJ 2011: o início de uma aventura

O dia 15 de Agosto significa, para muita gente, o início (ou fim) das tão desejadas férias. Para mim, e para mais 209 jovens, marcou o inicio de uma grande aventura.

Confesso que parti com algum receio do que iria encontrar e o choque não podia ter sido maior quando, ao chegarmos ao local em que iríamos ficar, vi as condições em que iríamos tomar banho. Naquele momento pensei “Onde é que eu me vim meter”, mas depressa, e com o decorrer do primeiro dia, essa pensamento desvaneceu-se. À medida que os dias passavam e que assistíamos às pequenas celebrações cheias de significado, o meu coração começou a impor-se perante a minha cabeça e disse “Estás aqui para te tornares cada vez mais firme na fé, mesmo que para isso tenhas de fazer alguns sacrifícios!”.

Comecei, então, a aproveitar ainda melhor cada minuto daquela semana. Ouvi atentamente as palavras que os nossos bispos nos dirigiram, mas senti que as palavras do nosso Cardeal Patriarca D. José Policarpo foram mais especiais… tocaram-me de uma forma particular, deixando-me a pensar.

Quando dei por mim já a semana estava a acabar. Era sexta-feira ao fim da tarde e estava à espera do Papa numa de tantas praças em Madrid. Após a espera ansiosa, lá o avistei, cada vez mais próximo de mim, até que chega o tão esperado momento: o Papa Bento XVI está mesmo à minha frente! Sinceramente, quando saí de Leiria, nunca pensei, no meio de tanto jovem, conseguir ver o Papa, mas este foi, sem dúvida o momento mais marcante e emocionante desta longa semana.

No início do fim de semana o caminho foi longo rumo ao Aeródromo para aquela que seria uma noite intensa e cheia de surpresas. A caminhada correu da melhor maneira (principalmente nos momentos dos banhos proporcionadas pela população) e a chegada ao aeródromo foi surpreendente. Se até aqui sabia que nas Jornadas Mundiais da Juventude estavam presentes mais de 1 milhão de jovens, foi ali, naquele espaço e naquele momento, que tomei noção dessa realidade. Foi maravilhoso ver tantos jovens iguais a mim, ali, prontos a passar uma noite ao ar livre por uma só razão: Jesus Cristo que estava diante de nós na pessoa do papa Bento XVI.

A par com o cair da noite também as primeiras gotas de uma longa tempestade começaram a cair. A noite foi dura, mas nós permanecemos firmes e no domingo de manhã lá estávamos prontos para o início da eucaristia.

Naquela manhã de domingo as palavras que o Papa nos dirigiu foram, sem dúvida, um conforto após aquela noite “Pensei muito em vós, nestas horas em que não foi possível ver-nos. Espero que tenhais podido dormir um pouco, apesar dos rigores do clima. Tenho certeza que, nesta madrugada, tereis levantando, mais de uma vez, os olhos para céu, e não só os olhos, também o coração, e isso vos terá permitido rezar.”.

No fim de tudo isto percebi que, como uma Irmã me disse uma vez, nós estávamos lá por algum motivo. Éramos nós, e não qualquer um dos muitos outros jovens portugueses que ficaram em terras Lusas ao longo daquela semana, que estávamos ali. Nada acontece por acaso e nós fomos os escolhidos.

A nossa semana tinha acabado, mas na mala trazíamos uma missão: Levai o conhecimento e o amor de Cristo ao mundo inteiro. Ele quer que sejais os seus apóstolos no século XXI e os mensageiros da sua alegria. Não O desiludais!” Agora é esta a nossa tarefa!

Mariana Monteiro

JMJ Madrid: testemunho do grupo de jovens da Calvaria

Já vai um mês passado das JMJ 2011 MADRID e ainda corre nas nossas veias a euforia da vivência cristã que lá sentimos.
Fomos 15 elementos do grupo “AGNI DEI”: Andreia, Andreia Sousa, Beatriz, Daniela, Filipe, Joana, Jéssica, Kathia, Mariana, Marcelo, Patrícia, Ruben, Silvia, Soraia, Valdemar. Na ida cada um por si mas na vinda todos por um – Jesus Cristo.

Foi uma experiência única, uma festa da alegria da fé que temos, o que pudémos viver naqueles dias.
Foi o renovar da nossa vida espiritual através do nosso contacto com tantos que, tal como nós, nunca julgámos ser assim TANTOS.

Sabemos que, muitas vezes, especialmente os mais jovens, receiam em afirmar a sua identidade Cristã aos seus amigos ou áqueles que com eles convivem no dia a dia, mas a verdade é que, e no nosso caso, testemunho eu, através das JMJ, isso torna-se impossível.

Somos todos Cristãos, fomos todos pelo mesmo Cristo e vivemos todos a mesma Fé, sem olhar à raça ou à cor da pele, através do nosso sorriso, do nosso acenar de mão, da nossa afirmação como portugueses, dos nossos cânticos de mensagem jovem. Enfim, tudo o que nos referencia pessoalmente fazia-nos identificar com todos os que por nós passavam e que retribuima, também, fazendo-o sem vergonha ou receio. Somos tantos, juntos com a mesma base espiritual – Jesus Cristo.
O nosso Santo Padre Bento XVI alertou-nos para que: ” Não tenhais medo do mundo, nem do futuro, nem da vossa debilidade… O Senhor concedeu-nos viver este momento da história… É impossível encontrar Cristo e não O dar a conhecer aos outros…”

Nós somos a prova viva disso mesmo. Com estas JMJ somos jovens mais alegres em Cristo, mais FIRMES na nossa FÉ, embora saibamos que a vida de rotina nos pode levar a fracassos ou desilusões, a lágrimas ou revoltas, também sabemos, e agora temos ainda mais certezas disso, que há um Deus que nos ama sem limites e quer que sejamos felizes por inteiro. Só com Ele sabemos que o pudemos ser, deixando para trás tudo o que de menos interessa e, apenas dando importância a tudo o que de bom temos na vida e que Ele nos proporciona viver.

ATÉ BREVE
Silvia Santos, dos “AGNI DEI”

Catequeses JMJ: datas e locais

O SDPJ tem planeadas as catequese JMJ para todos os jovens que queiram participar nas Jornadas Mundiais. O cronograma é o que se segue:

Fevereiro

Dia Catequese Hora Local
11 3º Tema 21h Casa Carmo (a confirmar) – Fátima
15 1º Tema 21h Seminário
18 2º Tema 21h30 Cruz da Areia (salão paroquial)
19 1º Tema 21h Colmeias (salão paroquial)

Março

Dia Catequese Hora Local
1 2º Tema 21h Seminário
11 2º Tema 21h Monte Redondo
15 3º Tema 21h Seminário
29 4º Tema 21h Seminário CANCELADO

Abril

Dia Catequese Hora Local
1 3º Tema 21h30 Batalha
12 5º Tema 21h Seminário CANCELADO

Maio

Dia Catequese Hora Local
3 6º Tema 21h Seminário CANCELADO
17 7º Tema ou 8º Tema 21h Seminário CANCELADO
31 9º Tema ou 10º Tema 21h Seminário CANCELADO

Hino da JMJ Madrid 2011 já está em português

O DNPJ foi chamado a colaborar na tradução do hino JMJ Madrid 2011 através do Comité Organizador.

A tradução estava pronta há mais de um mês, mas aguardava-se a divulgação oficial ocorrida apenas ontem.

A versão portuguesa do hino em pdf e com pauta está já disponível na secção de downloads dedicada às JMJ do site do DNPJ

via Departamento Nacional da Pastoral Juvenil – Departamento Nacional da Pastoral Juvenil traduziu hino da JMJ Madrid 2011.

Estreia da “banda sonora da JMJ” perante milhares de jovens

O hino da JMJ, um dos seus símbolos mais característicos e “banda sonora” da JMJ, estreou na véspera da festa da Virgem de la Almudena, padroeira Madrid.

“Firmes na fé”, título da obra, foi executado pela Orquestra Jovem da Comunidade de Madrid (JORCAM) e pelo Coro da Escolanía de El Escorial. Ambos participaram na gravação do hino, que será distribuído a partir do próximo dia 19 de Novembro.

O hino acompanhará os jovens na preparação e na celebração da JMJ em Madrid, e é baseado nas palavras do Apóstolo S. Paulo: “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na Fé “, escolhidas pelo Papa Bento XVI como tema para a Jornada Mundial da Juventude Madrid 2011.

O hino tem sete estrofes e o refrão diz:

“Firmes na Fé, caminhamos em Cristo,
Nosso amigo, nosso Senhor.
Glória a Ele para sempre! Glória a Ele para sempre!
Caminhamos em Cristo, firmes na Fé.”

O autor da letra é Dom César Franco, coordenador geral da Jornada Mundial da Juventude e Bispo Auxiliar de Madrid. Para o autor, “as estrofes destacam a  Humanidade santíssima de Cristo, ao estilo da tradição mística espanhola, e pretendem torná-la mais próxima dos jovens “.

Enrique Vázquez, sacerdote vitoriano e compositor de música religiosa,  encarregou-se de o musicar. Vázquez recordou o processo de composição do hino, do qual destacou: “o primeiro desafio foi idealizar uma melodia que ajudasse a compreender o texto, a cantá-lo e a rezá-lo.”

Vázquez destacou que “os versos começam com um tom mais lírico, que reflectem o assombro, admiração e a gratidão perante a Pessoa e a obra do nosso Redentor. ”

Esta obra foi gravada em três versões: uma litúrgica, outra instrumental para grandes coros, e uma versão popular com acompanhamento à viola. As três versões estão disponíveis gratuitamente no site oficial da Jornada Mundial da Juventude, onde também se podem descarregar as partituras. Quem preferir o formato CD, poderá adquiri-lo na editora São Paulo, que patrocinou a gravação do hino e a produção dos CD’s.

Um vídeo musical do hino, em versão multilingue, será distribuído futuramente.

Descarregar o hino (música, letra e partitura) em: http://www.madrid11.com/es/oficina-de-prensa/descargas

As lojas em que pode ser adquirido: http://libreria.sanpablo.es/redlibrerias.php

via Estreia da “banda sonora da JMJ” perante milhares de jovens.

Pastoral Juvenil apresenta Catequeses para Madrid

O Departamento Nacional da Pastoral Juvenil acaba de disponibilizar no seu site, na Secção Downloads, a primeira catequese para a Jornada Mundial de Madrid, preparada pelo mesmo Departamento. O documento vem ainda acompanhado pela Mensagem de Bento XVI Jornada Mundial da Juventude, um Índice de todas as catequeses a disponibilizar e uma Introdução e Orientações Metodológicas, assinada pelo Director do DNPJ, Pe. Pablo Lima.

A publicação online desta primeira Catequese responde à necessidade de não atrasar a caminhada dos grupos juvenis, pois as catequeses estão previstas para ser realizadas entre Outubro deste ano e Julho do próximo e não se dirigem apenas aos jovens que irão fisicamente a Madrid. A publicação das próximas catequeses está prevista para meados de Novembro em formato papel.

As outras nove catequeses foram redigidas pelas Secretariados Diocesanos de Pastoral Juvenil e Movimentos e estão todas introduzidas por um texto assinado por um bispo português, o que constitui «um dos grandes valores deste Itinerário – razão pela qual o consideramos preferível a outras propostas menos contextualizadas como sejam as redigidas e construídas por cada grupo particular ou mesmo as que oferece o Comité Organizador da JMJ Madrid 2011» – como pode ler-se na Introdução.

O tema desta primeira catequese está centrado na pessoa e mensagem de Jesus Cristo e faz um jogo de palavras com as iniciais da JMJ: «Jesus no Meio dos Jovens» é o seu título. As seguintes catequeses a apresentar tocarão em temas sempre relacionados com as Jornadas: a Palavra de Deus (2.º), o Baptismo (3.º), a Igreja (4.º), a Missão (5.º), a Amizade (6.º), o Matrimónio (7.º), o Sacerdócio (8.º), a Igreja e os Jovens (9.º – história, programa e sentido da JMJ) e a Santidade (10.º).

Com esta publicação, o Departamento Nacional pretende «contribuir para a criação de uma “Cultura do Itinerário formativo” na pastoral juvenil, nos grupos e nos mesmos jovens que ainda falta em Portugal» pois «ninguém ignora que é a seguir ao 10.º ano da Catequese que todas as comunidades sofrem uma “sangria”, e isto em grande parte por não haver uma proposta concreta após a conclusão da caminhada catequética preparada pelo SNEC».

via Departamento Nacional da Pastoral Juvenil
ver secção de dowloads/jmj deste site

Mensagem de Bento XVI para a XXVI Jornada Mundial da Juventude – 2011

“Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (Col 2, 7)

Queridos amigos,

penso com frequência na Jornada Mundial da Juventude de Sydney, em 2008. Ali, vivemos uma grande festa da fé, na qual o Espírito de Deus agiu com força, criando uma intensa comunhão entre os participantes, vindos de todas as partes do mundo. Aquele encontro, como os precedentes, produziu frutos abundantes na vida de muitos jovens e de toda a Igreja. Nosso olhar dirige-se agora para a próxima Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá em Madrid, no mês de Agosto de 2011. Já em 1989, alguns meses antes da histórica queda do Muro de Berlim, a peregrinação dos jovens fez uma parada em Espanha, em Santiago de Compostela. Agora, no momento em que a Europa tem que voltar a encontrar suas raízes cristãs, fixamos nosso encontro em Madrid, com o lema: “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (cf. Col 2, 7). Convido-vos a este evento tão importante para a Igreja na Europa e para a Igreja universal. Além disso, gostaria que todos os jovens, tanto os que compartilham a nossa fé quanto os que hesitam, duvidam ou não crêem, pudessem viver esta experiência, que pode ser decisiva para a vida: a experiência do Senhor Jesus ressuscitado e vivo, de seu amor por cada um de nós.

1. NAS FONTES DE VOSSAS MAIORES ASPIRAÇÕES

Em cada época, também nos nossos dias, numerosos jovens sentem o profundo desejo de que as relações interpessoais sejam vividas na verdade e na solidariedade. Muitos manifestam a aspiração de construir relações autênticas de amizade, de conhecer o verdadeiro amor, de fundar uma família unidade, de adquirir uma estabilidade pessoal e uma segurança real, que possam garantir um futuro sereno e feliz. Ao recordar minha juventude, vejo que, na verdade, a estabilidade e a segurança não são as questões que mais ocupam a mente dos jovens. Sim, a questão do lugar de trabalho, e com ela a de ter o futuro assegurado, é um problema grande e premente, mas ao mesmo tempo a juventude segue sendo a idade na qual se busca uma vida maior. Ao pensar em meus anos de então, simplesmente, não queríamos perder-nos na mediocridade da vida aburguesada. Queríamos o que era grande, novo. Queríamos encontrar a vida mesma em sua imensidão e beleza. Certamente, isso dependia também de nossa situação. Durante a ditadura nacional-socialista e a guerra, estivemos, por assim dizer, “encerrados” pelo poder dominante. Por isso, queríamos ir para fora, para entrar na abundância das possibilidades do ser homem. Mas creio que, em certo sentido, este impulso de ir mais além do habitual está em cada geração. Desejar algo mais que o quotidiano regular de um emprego seguro e sentir o desejo do que é realmente grande faz parte do ser jovem. Trata-se somente de um sonho vazio que desaparece quando uma pessoa se torna adulta? Não, o homem, na verdade, está criado para o que é grande, para o infinito. Qualquer outra coisa é insuficiente. Santo Agostinho tinha razão: nosso coração está inquieto, até que não descanse em Ti. O desejo da vida maior é um sinal de que Ele nos criou, de que levamos sua “marca”. Deus é vida, e cada criatura tem a vida; de um modo único e especial, a pessoa humana, feita à imagem de Deus, aspira ao amor, à alegria e à paz. Então, compreendemos que é um contra-senso pretender eliminar Deus para que o homem viva. Deus é a fonte da vida; eliminá-lo equivale a separar-se desta fonte e, inevitavelmente, privar-se da plenitude e da alegria: “sem o Criador, a criatura dilui-se” (Concílio Ecuménico Vaticano II, Constituição Gaudium et Spes, 36). A cultura actual, em algumas partes do mundo, sobretudo no Ocidente, tende a excluir a Deus, ou a considerar a fé como um acto privado, sem nenhuma relevância na vida social. Embora o conjunto dos valores, que são o fundamento da sociedade, provenha do Evangelho – como o sentido da dignidade da pessoa, da solidariedade, do trabalho e da família -, constata-se uma espécie de “eclipse de Deus”, uma certa amnésia, mais ainda, uma verdadeira rejeição do cristianismo e uma negação do tesouro da fé recebida, com o risco de perder aquilo que mais profundamente nos caracteriza.

Por esse motivo, queridos amigos, convido-vos a intensificar o vosso caminho de fé em Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Vós sois o futuro da sociedade e da Igreja. Como escrevia o apóstolo Paulo aos cristãos da cidade de Colossos, é vital ter raízes e bases sólidas. Isso é verdade, especialmente hoje, quando muitos não têm pontos de referência estáveis para construir sua vida, sentindo-se assim profundamente inseguros. O relativismo que se difundiu, e para o qual tudo dá no mesmo e não existe nenhuma verdade, nem um ponto de referência absoluto, não gera verdadeira liberdade, mas instabilidade, desajuste e um conformismo com as modas do momento. Vós, jovens, tendes o direito de receber das gerações que vos precedem pontos firmes para fazer vossas opções e construir vossa vida, do mesmo modo que uma planta necessita de um apoio sólido até que cresçam suas raízes, para se converter numa árvore robusta, capaz de produzir fruto.

2. ENRAIZADOS E EDIFICADOS EM CRISTO

Para ressaltar a importância da fé na vida dos crentes, gostaria de deter-me em três termos que São Paulo utiliza em: “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (cf. Col 2, 7). Aqui, podemos distinguir três imagens: “enraizado” evoca a árvore e as raízes que a alimentam; “edificado” refere-se à construção; “firme” alude ao crescimento da força física ou moral. Trata-se de imagens muito eloquentes. Antes de comentá-las, é preciso assinalar que no texto original as três expressões, desde o ponto de vista gramatical, estão no passivo: quer dizer, que é Cristo mesmo quem toma a iniciativa de enraizar, edificar e tornar firmes os crentes.

A primeira imagem é a da árvore, firmemente plantada no solo por meio de raízes, que lhe dão estabilidade e alimento. Sem as raízes, seria levada pelo vento, e morreria. Quais são nossas raízes? Naturalmente, os pais, a família e a cultura de nosso país são um componente muito importante de nossa identidade. A Bíblia mostra-nos outro mais. O profeta Jeremias escreve: “Bendito quem confia no Senhor e coloca no Senhor sua confiança. Será uma árvore planta junto á água, que junto às correntes lança suas raízes. Quando chega a estiagem, não a sentirá, sua folha estará verde; no ano da seca, não se inquieta, não deixa de dar fruto” (Jer 17, 7-8). Enraizar, para o profeta, significa voltar a colocar sua confiança em Deus. D’Ele vem nossa vida. Sem Ele, não poderíamos viver de verdade. “Deus nos deu a vida eterna e esta vida está em seu Filho” (1 Jo 5, 11). Jesus mesmo apresenta-se como nossa vida (cf. Jo 14, 6). Por isso, a fé cristã não é somente crer na verdade, mas, sobretudo, é uma relação pessoal com Jesus Cristo. O encontro com o Filho de Deus proporciona um dinamismo novo a toda a existência. Quando começamos a ter uma relação pessoal com Ele, Cristo revela-nos a nossa identidade e, com a sua amizade, a vida cresce e realiza-se em plenitude. Existe um momento na juventude em que cada um se pergunta: que sentido tem a minha vida, que finalidade, que rumo devo lhe dar? É uma fase fundamental que pode perturbar a mente, às vezes durante muito tempo. Pensa-se em qual será nosso trabalho, as relações sociais que devem se estabelecer, que afectos devem-se desenvolver… Neste contexto, volto a pensar na minha juventude. De certo modo, logo percebi que o Senhor me queria sacerdote. Mas, mais adiante, depois da guerra, quando no seminário e na universidade me dirigia até essa meta, tive que reconquistar essa certeza. Tive que me perguntar: é esse, de verdade, meu caminho? É, de verdade, a vontade do Senhor para mim? Serei capaz de permanecer-lhe fiel e estar totalmente à disposição d’Ele, a Seu serviço? Uma decisão assim também causa sofrimento. Não pode ser de outra maneira. Mas, depois, tive a verdade: está certo! Sim, o Senhor quer-me, por isso me dará também a força; Escutando-lhe, estando com Ele, chego a ser eu mesmo. Não conta a realização dos meus próprios desejos, mas sim a Sua vontade. Assim, a vida torna-se autêntica.

Como as raízes da árvore a mantêm plantada firmemente na terra, assim os alicerces dão à casa uma estabilidade perdurável. Mediante a fé, estamos enraizados em Cristo (cf. Col 2, 7), assim como uma casa está construída sobre os alicerces. Na história sagrada, temos numerosos exemplos de santos que edificaram sua vida sobre a Palavra de Deus. O primeiro: Abraão. Nosso pai na fé obedeceu a Deus, que lhe pedia que deixasse a casa paterna para encaminhar-se a um país desconhecido. “Abraão creu em Deus e isto lhe foi tido em conta de justiça, e foi chamado amigo de Deus” (Tg 2, 23). Estar enraizados em Cristo significa responder concretamente ao chamado de Deus, confiando-se a Ele e colocando em prática Sua Palavra. Jesus mesmo repreende aos seus discípulos: “Por que me chamais ‘Senhor, Senhor!’ e não fazeis o que vos digo?” (Lc 6, 46). E recorrendo à imagem da construção da casa, complementa: “Todo aquele que vem a mim ouve as minhas palavras e as pratica […] é semelhante ao homem que, edificando uma casa, cavou bem fundo e pôs os alicerces sobre a rocha. As águas transbordaram, precipitaram-se as torrentes contra aquela casa e não a puderam abalar, porque ela estava bem construída” (Lc 6, 47-48).

Queridos amigos, construí vossa casa sobre a rocha, como o homem que “cavou bem fundo”. Tentai também vós acolher a cada dia a Palavra de Cristo. Escutai-o como ao verdadeiro Amigo com quem compartilhar o caminho de vossa vida. Com Ele ao vosso lado, sereis capazes de afrontar com valentia e esperança as dificuldades, os problemas, também as desilusões e os fracassos. Continuamente apresentar-vos-ão propostas mais fáceis, mas vós mesmos percebereis que se revelam como enganosas, não dão serenidade nem alegria. Somente a Palavra de Deus mostra-nos o caminho autêntico, somente a fé que nos foi transmitida é a luz que ilumina o caminho. Acolhei com gratidão este dom espiritual que haveis recebido de vossas famílias e esforçai-vos para responder com responsabilidade ao chamado de Deus, convertendo-vos em adultos na fé. Não creiais nos que dizem que não necessitais dos outros para construir vossa vida. Apoiai-vos, ao contrário, na fé de vossos entes queridos, na fé da Igreja, e agradecei ao Senhor por tê-la recebido e tê-la feito vossa.

3. FIRMES NA FÉ

Estai “enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (cf. Col 2, 7). A carta, da qual foi tirado esse convite, foi escrita por São Paulo para responder a uma necessidade concreta dos cristãos da cidade de Colossos. Aquela comunidade, de facto, estava ameaçada pela influência de certas tendências culturais da época, que afastavam os fiéis do Evangelho. Nosso contexto cultural, queridos jovens, tem numerosas analogias com o dos colossenses de então. Com efeito, há uma forte corrente de pensamento laicista que deseja afastar Deus da vida das pessoas e da sociedade, lançando as bases e tentando criar um “paraíso” sem Ele. Mas a existência ensina que o mundo sem Deus converte-se num “inferno”, onde prevalece o egoísmo, as divisões nas famílias, o ódio entre as pessoas e os povos, a falta de amor, alegria e esperança. Ao contrário, quando as pessoas e os povos acolhem a presença de Deus, O adoram em verdade e escutam a Sua voz, constrói-se concretamente a civilização do amor, onde cada um é respeitado em sua dignidade e cresce a comunhão, com os frutos que isso implica. Há cristãos que se deixam seduzir pelo modo de pensar laicista, ou são atraídos por correntes religiosas que lhes afastam da fé em Jesus Cristo. Outros, sem deixar-se seduzir por elas, simplesmente deixaram que se esfriasse a sua fé, com as inevitáveis consequências negativas no plano moral.

O apóstolo Paulo recorda aos irmãos, contagiados pelas ideias contrárias ao Evangelho, o poder de Cristo morto e ressuscitado. Esse mistério é o fundamento de nossa vida, o centro da fé cristã. Todas as filosofias que o ignoram, considerando-o “loucura” (1 Co 1, 23), mostram seus limites antes as grandes perguntas presentes no coração do homem. Por isso, também eu, como Sucessor do apóstolo Pedro, desejo confirmar-vos na fé (cf. Lc 22, 32). Cremos firmemente que Jesus Cristo se entregou na Cruz para oferecer-nos Seu amor; em sua paixão, suportou nossos sofrimentos, carregou nossos pecados, alcançou-nos o perdão e reconciliou-nos com Deus Pai, abrindo-nos o caminho da vida eterna. Deste modo, fomos libertados do que mais paralisa a nossa vida: a escravidão do pecado, e podemos amar todos, inclusive os inimigos, e compartilhar este amor com os irmãos mais pobres e em dificuldade.

Queridos amigos, a cruz geralmente provoca medo, porque parece ser a negação da vida. Na verdade, é o contrário. É o “sim” de Deus ao homem, a expressão máxima de seu amor e a fonte de onde emana a vida eterna. De facto, do coração de Jesus aberto na cruz brotou a vida divina, sempre disponível para quem aceita olhar ao Crucificado. Por isso, quero convidar-vos a acolher a cruz de Jesus, sinal do amor de Deus, como fonte de vida nova. Sem Cristo, morto e ressuscitado, não há salvação. Somente Ele pode libertar o mundo do mal e fazer crescer o Reino da justiça, paz e amor, ao que todos aspiramos.

4. CRER EM JESUS CRISTO SEM VÊ-LO

No Evangelho, é-nos descrita a experiência de fé do apóstolo Tomé quando acolhe o mistério da cruz e ressurreição de Cristo. Tomé, um dos doze apóstolos, seguiu a Jesus, foi testemunha directa de suas curas e milagres, escutou suas palavras, viveu o espanto ante sua morte. Na tarde da Páscoa, o Senhor aparece aos discípulos, mas Tomé não está presente, e quando lhe contam que Jesus está vivo e apareceu a eles, diz: “Se eu não vir o sinal dos pregos nas suas mãos e não meter o meu dedo nesse sinal dos pregos e a minha mão no seu peito, não acredito.” (Jo 20, 25).

Também nós gostaríamos de poder ver a Jesus, poder falar com Ele, sentir mais intensamente ainda sua presença. Muitos hoje acham difícil ter acesso a Jesus. Muitas das imagens que circulam de Jesus, e que se fazem passar por científicas, tiram-Lhe a sua grandeza e a singularidade da sua pessoa. Por isso, ao longo de meus anos de estudo e meditação, fui amadurecendo a ideia de transmitir num livro algo do meu encontro pessoal com Jesus, para ajudar de alguma forma a ver, escutar e tocar ao Senhor, em quem Deus saiu ao nosso encontro para se deixar conhecer. De facto, Jesus mesmo, aparecendo novamente aos discípulos depois de oito dias, diz a Tomé: “Olha as minhas mãos: chega cá o teu dedo! Estende a tua mão e põe-na no meu peito. E não sejas incrédulo, mas fiel.” (Jo 20, 27). Também para nós é possível ter um contacto sensível com Jesus, colocar, por assim dizer, a mão nos sinais de Sua Paixão, os sinais de seu amor. Nos Sacramentos, Ele vem até nós de uma forma particular, entrega-se a nós. Queridos jovens, aprendei a “ver”, a “encontrar” a Jesus na Eucaristia, onde está presente e próximo até entregar-se como alimento para nosso caminho; no Sacramento da Penitência, onde o Senhor manifesta sua misericórdia oferecendo-nos sempre seu perdão. Reconhecei e servi a Jesus também nos pobres e enfermos, nos irmãos que estão em dificuldade e necessitam de ajuda.

Iniciai e cultivai um diálogo pessoal com Jesus Cristo, na fé. Conhecei-O mediante a leitura dos Evangelhos e do Catecismo da Igreja Católica; falai com Ele na oração, confiai n’Ele. Nunca vos trairá. “A fé é, antes de tudo, uma adesão pessoal do homem a Deus; é, ao mesmo tempo e inseparavelmente, o assentimento livre a toda a verdade que Deus revelou” (Catecismo da Igreja Católica, 150). Assim, podereis adquirir uma fé madura, sólida, que não se funda unicamente num sentimento religioso ou numa vaga recordação do catecismo de vossa infância. Podereis conhecer a Deus e viver autenticamente d’Ele, como o apóstolo Tomé, quanto professou abertamente sua fé em Jesus: “Meu Senhor e meu Deus”.

5. SUSTENTADOS PELA FÉ DA IGREJA, PARA SER TESTEMUNHAS

Naquele momento, Jesus exclama: “Creste, porque me viste. Felizes aqueles que crêem sem ter visto!” (Jo 20, 29). Pensava no caminho da Igreja, fundada sobre a fé das testemunhas oculares: os Apóstolos. Compreendemos agora que nossa fé pessoal em Cristo, nascida do diálogo com Ele, está vinculada à fé da Igreja: não somos crentes isolados, mas sim, mediante o Baptismo, somos membros desta grande família, e é a fé professada pela Igreja que assegura nossa fé pessoal. O Credo que proclamamos a cada Domingo na Eucaristia protege-nos precisamente do perigo de crer num Deus que não é o que Jesus nos revelou: “Cada crente é, assim, um elo na grande cadeia dos crentes. Não posso crer sem ser amparado pela fé dos outros, e pela minha fé contribuo também para amparar os outros na fé” (Catecismo da Igreja Católica, 166). Agradeçamos sempre ao Senhor pelo dom da Igreja; ela nos faz progredir com segurança na fé, que nos dá a verdadeira vida (cf. Jo 20, 31).

Na história da Igreja, os santos e mártires tiraram da cruz gloriosa a força para serem fiéis a Deus até a entrega de si mesmos; na fé, encontraram a força para vencer as próprias debilidades e superar todas as adversidades. De facto, como diz o apóstolo João: “Quem é o vencedor do mundo senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?” (1 Jo 5, 5). A vitória que nasce da fé é a do amor. Quantos cristãos foram e são um testemunho vivo da força da fé que se expressa na caridade. Foram artífices da paz, promotores da justiça, animadores de um mundo mais humano, um mundo segundo Deus; comprometeram-se em diferentes âmbitos da vida social, com competência e profissionalismo, contribuindo eficazmente para o bem de todos. A caridade que brota da fé levou-os a dar um testemunho muito concreto, com a palavra e as obras. Cristo não é um bem somente para nós mesmos, mas é o bem mais precioso que temos para compartilhar com os demais. Na era da globalização, sejam testemunhas da esperança cristã no mundo todo: são muitos os que desejam receber esta esperança. Ante o sepulcro do amigo lázaro, morto há quatro dias, Jesus, antes de voltar a chamá-lo a vida, diz a sua irmã Marta: “Se credes, vereis a glória de Deus” (Jo 11, 40). Também, vós, se credes, se souberdes viver e dar, a cada dia, testemunho de vossa fé, sereis um instrumento que ajudará a outros jovens como vós a encontrar o sentido e a alegria da vida, que nasce do encontro com Cristo.

6. RUMO À JORNADA MUNDIAL DE MADRID

Queridos amigos, vos reitero o convite a participar da Jornada Mundial da Juventude em Madrid. Com profunda alegria, espero cada um de vós pessoalmente, Cristo quer assegurar-vos na fé por meio da Igreja. A escolha de crer em Deus e segui-Lo não é fácil. Vê-se dificultada pelas nossas infidelidades pessoais e por muitas vozes que nos sugerem vias mais fáceis. Não vos desanimeis, buscai o apoio da comunidade cristã, o apoio da Igreja. Ao longo deste ano, preparai-vos intensamente para o encontro de Madrid com vossos bispos, sacerdotes e responsáveis da pastoral juvenil nas dioceses, nas comunidades paroquiais, nas associações e movimentos. A qualidade de nosso encontro dependerá, sobretudo, da preparação espiritual, da oração, da escuta em comum da Palavra de Deus e do apoio recíproco.

Queridos jovens, a Igreja conta convosco. Necessita da vossa fé viva, da vossa caridade criativa e o do dinamismo de vossa esperança. A vossa presença renova a Igreja, rejuvenesce-a e dá-lhe um novo impulso. Por isso, as Jornadas Mundiais da Juventude são uma graça não somente para vós, mas para todo o Povo de Deus. A Igreja de Espanha está a preparar-se intensamente para acolher-vos e viver a experiência gozosa da fé. Agradeço às dioceses, paróquias, santuários, comunidades religiosas, associações e movimentos eclesiais que estão trabalhando com generosidade na preparação deste evento. O Senhor não deixará de abençoá-los. Que a Virgem Maria acompanhe este caminho de preparação. Ela, no anúncio do Anjo, acolheu com fé a Palavra de Deus; com fé consentiu que a obra de Deus se cumprisse nele. Pronunciando seu “fiat”, recebeu o dom de uma caridade imensa, que a impulsionou a se entregar inteiramente a Deus. Que Ela interceda por todos vós, para que na próxima Jornada Mundial possais crescer na fé e no amor. Asseguro-vos minha recordação paterna na oração e vos bendigo de coração.

Cidade do Vaticano, 6 de Agosto de 2010, Festa da Transfiguração do Senhor.

BENEDICTUS PP. XVI

Tradução de Leonardo Meira – Canção Nova Notícias
Revisão – Equipa Cristo Jovem

JMJ 2011: Perguntas & Respostas

A Diocese irá participar só nas jornadas ou irá fazer as pré-jornadas?
A diocese de Leiria-Fátima decidiu, à semelhança do que aconteceu nas JMJ que se realizam em países da europa mais perto de nós, não participar nas pré-jornadas. No entanto, cada um pode fazê-lo, desde que assegure o seu próprio transporte.

Posso inscrever-me directamente no “site” oficial?
Não aconselhamos de todo a fazê-lo. Dessa forma estarias fora do nosso grupo e, por conseguinte,  não integrarias as nossas actividades de preparação, os nossos materiais e os nossos momentos de convívio.

Tendo em conta que as jornadas são de 16 a 21 de Agosto, em que dias serão as viagens de ida e volta?
A saída de Leiria será no dia 15 de Agosto ao final da tarde. A saída de Madrid será ao início da tarde de 21 de Agosto para chegar no dia 22 de manhã.

Qual o horário de atendimento do SDPJ de Leiria para confirmar as inscrições?
O horário de expediente do SDPJ é entre as 9h00 e as 18h00 (com intervalo para o almoço entre as 13h00 e as 14h00). Sugere-se que confirmem pelo nº 244 826 810 (ou mesmo por email) para evitar desencontros de última hora. Se a documentação já está preenchida e apenas basta entregá-la, podem deixá-la na portaria do seminário cujo horário se estende até às 23h00.