Apostar na formação vale a pena

“Fé e Nova Evangelização: Ide e Fazei Discípulos” foi o tema que cativou mais de 250 participantes nesta primeira grande reunião e chamamento à reflexão dos agentes de pastoral juvenil.

A noite de sexta-feira contou com a presença do Doutor Alfredo Teixeira, sociólogo e docente da Universidade Católica Portuguesa, que reuniu e analisou os dados fornecidos, em forma de análise SWOT, pelos secretariados diocesanos de pastoral juvenil.

Entre forças e fraquezas, ameaças e oportunidades, surgiu uma juventude mais aberta à religiosidade (do que há 20 ou 30 anos, que terminavam a caminhada de fé na comunhão. Nascem novas linhas de ação na cultura juvenil e uma necessidade de acompanhamento por parte dos sacerdotes e Bispos.

“Se a Igreja quiser continuar a ser significante para a vida dos jovens, essa mensagem tem de atravessar as culturas juvenis de forma muito mais ampla”.
As várias formas de comunicação e de linguagens que aproximam os jovens têm também de ser contempladas na ação dos agentes de pastoral juvenil.

O sociólogo terminou ainda dizendo que “olhar o futuro é mais fácil se for acompanhado e a Igreja tem de ser lugar de encontro e acolhimento, mas também aberta à nova realidade da mobilidade”.

O Padre Riccardo Tonelli, salesiano e especialista em pastoral juvenil, conseguiu cativar o auditório cheio. O sacerdote italiano chamou os animadores a falarem de Jesus aos jovens como “São Pedro falou ao coxo em vez de lhe dar dinheiro”.

“O animador tem de conseguir «desmancar» o coxo, com palavras de Jesus, para isso é preciso ter “ouvidos de amor” para perceber os jovens.”

Pe Riccardo disse ainda estar “convencido que se anunciarmos o amor de Jesus desencadeamos em vocação». As propostas para o serviço na nova evangelização: evangelizar como gesto de amor (falar de Jesus, necessidade evangelizar com amor) será evangelizar num correto modelo de comunicação.

O especialista em Pastoral Juvenil falou ainda da comunicação que é preciso aplicar.

“Tratar a comunicação como uma experiência que seja a minha envolvendo o outro com essa experiencia, uma comunicação que impele o seguimento e por fim uma comunicação que antecipa em pequeno o que se anuncia, os cristãos são por vocação os anunciadores da esperança, por serem testemunhas da paixão de Deus pela vida de todos.”

PALAVRAS DE D. ILÍDIO LEANDRO E P. EDUARDO NOVO

D. Ilídio Leandro, bispo de Viseu e vogal da CELF, abriu as jornadas e presidiu à eucaristia no dia de sábado.

Na sua homilia destacou que “os animadores de jovens precisam de ser referência, em 4 atitudes: serem lugares de acolhimento, acompanharem os jovens, terem coragem de orientar e cuidarem da sua própria formação.”

Em jeito de balanço agradeceu a alegria de resposta na adesão a estas jornadas e acredita que “as questões que todos levam para casa sejam a base para a reflexão no dia a dia.”

“O DNPJ está a responder nesta área da formação tão necessária a todos os animadores e eu, como bispo, só posso estar feliz por este auditório cheio e pela participação e intervenção de todos.”

O diretor do DNPJ, Padre Eduardo Novo, realçava estas jornadas como forma de proximidade e reunião de todos os que trabalham em pastoral juvenil.
“Tratou-se de espaço de formação que há muito era necessário e estamos a sonhar a pastoral juvenil. Agora saímos daqui inquietos, com tudo o que ouvimos e partilhámos, fica só o desafio de descobrir os sinais, ler a realidade e saber agir no testemunho de ser cristão.”

“Continuaremos neste espírito de jornadas, contagiados pela coragem que levamos e decerto que as Jornadas serão uma proposta de continuidade”, concluía.

MOMENTOS DIFERENTES NAS JNPJ

A noite de sexta-feira terminou com “Acordes de Fé”, com O Mendigo de Deus e a Irmã Maria Amélia Costa num concerto orante onde predominou a entrega do dia. Os jovens, dispostos pela capela do Centro Missionário da Consolata e à luz de pequenas velas, foram convidados a um momento de reflexão e oração pessoal, ação de graças e paragem ao som de música.

No início da tarde de sábado os participantes foram divididos em grupos para partilha de experiências de pastoral juvenil, uma oportunidade de partilha e conhecimento de novas realidades. Ir ao encontro do outro para fazer experimentar Deus na sua vida, foi a síntese da partilha das actividades que mais marcaram os vários grupos de campos.

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